Meus olhos vagueiam por suas palavras com imensa atenção, como se algo sagrado ali se encontrasse.
Inveja. Sim, inveja. Queria eu, ter essa habilidade formidável de transformar o nada em palavras preenchidas; e assim, o que era nada, torna-se tudo, ou quase, nestas mãos mágicas. Esse amontoado de letras entram em cada vazio existente no corpo de todos que a leem. Então, o que era vazio em nós, transbordou; e já está vazio novamente, esperando ser enchido.
E o ciclo é vicioso, tendo origem exclusivamente na ponta dos seus lápis.
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