
Gritou até não poder mais. Sua boca estava escancarada, com a possibilidade de que víssemos até mesmo sua laringe. Os braços acompanhavam as palavras saltadas juntas com os perdigotos do lábio daquela frágil e dócil moça, a qual não merecia nada daquilo.
Procurava, dentro de sua mente atordoada, algum método de machucá-lo. Qualquer um. Precisava apenas sentir um pouco da vingança, mesmo que fosse em uma proporção muito pequena em relação ao erro cometido pelo tal.
Falhou.
Chorava desesperadamente, mal conseguia falar. Disse algumas poucas palavras a qual apareceram em sua mente, e que provavelmente não o afetaram.
Estava sem chão, a base que sustentava-a partira. Deixara sozinha em meio a multidão que afogava-a.
Perdida.
Terminou então, com uma pequena possa de sangue em baixo de sua cabeça, após matar-se boçalmente. Certo? Errado? Não sei. Nunca passei por um desespero tão grande a ponto de botá-lo a cima de minha própria vida.
E aviso-lhes previamente, se isto alguma dia ocorrer, podem apostar, encontro-me insana.
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