
Eles encararam-se durante um período longo de tempo. Ela prendia o choro e ele tentava esconder qualquer sentimento que pudesse transparecer através de sua expressão. O mundo de ambos desabava em um abismo aparentemente sem fim. Não existia ela sem ele, muito menos ele sem ela. Era uma dependência mutua, a qual não teria fim.
Aquilo não podia acabar ali. O cheiro dele ainda penetrava em seu nariz e seus olhos cor de mel não saiam de sua mente. A cada esquina existia algo que lhe remetesse a ele.
Não diria que com o apaixonado rapaz era diferente. As roupas dela ainda estavam tacadas sobre a cama, do mesmo modo como deixara. Seus óculos, fora da caixa, ali continuavam.
Tudo, como se nada tivesse ocorrido.
Apenas seus corpos que sangravam por dentro feito uma hemorragia. Não estancava. Saiam, e não tinha mais fim.
Sangrando não poderiam ficar. Nem juntos.
O que lhe restava? só eles sabem.
palmas, muitas palmas. muito bom, fefa. muito bom mesmo. bjs te amo
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