Era sempre você. Corria-lhe para contar as coisas e ver seus olhos brilhando, demonstrando realmente interesse. O nada ao seu lado parecia tão preenchido. Assunto não nos faltava-nos. Eu sabia suas coisas e você idem. Abraços e beijos por mais raros que fossem, aconteciam. Ligações ocorriam, sem propósito algum, apenas para que uma ocupe-se enquanto a outro não faz nada. Coisas idiotas, conversas banais, comidinhas congeladas, tudo isto fazia parte do nosso universo.
E agora? o que restou? migalhas de algo que nunca pensei que seria para sempre. Digo-te que tenho minha parcela de culpa, no entanto, não deves sair sem pesa nas costas não. Tentei, e ainda tento salvar um resto que possivelmente tenha sobrado. Mas apenas comigo tentando é um pouco difícil.
Porém, afirmo uma coisa, um fim nunca doera-me tão pouco quanto este. Acho que já estou acostumada a essas coisas.
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