segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Voe para longe
Desejo respostas prontas
Vindas de mim ou...
de outrém
Sobre sentimentos
que desconheço d'onde vem
Vindas de mim ou...
de outrém
Sobre sentimentos
que desconheço d'onde vem
sábado, 12 de novembro de 2011
Desapego
“Esquece. Não vou atrás de ninguém. Não mais. Hoje eu acordei e pensei que seria melhor não, eu não quero me apegar em ninguém, não quero precisar de ninguém. Quero seguir livre, entende? mesmo que isso me faça falta, alguém pra me prender um pouquinho. Vou me esquivar de todo sentimento bom que eu venha a sentir, não levar nada a sério mesmo. Ficar perto, abraçar de vez em quando, sentir saudade, gostar um pouquinho. Mas amar não, amar nunca, amar não serve pra mim. Prefiro assim!”
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Tênue
Perco-me lentamente na escuridão brilhante, desse universo incerto, cheio de abismos. Estranho é que o medo me assusta ainda mais do que a constante perda de mim.
domingo, 6 de novembro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Minha culpa
Simplesmente não percebem o meu jeito pedir ajuda e atenção. Eles apenas não entendem...
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Tua piscina ta cheia de ratos
Outrora lia uma entrevista na qual Frejat falava sobre seu falecido e eterno amigo Cazuza. Ele dizia que o astro, na maioria das vezes, mostrava partes não tão interessantes de sua personalidade, não agia e se entregava o tanto que poderia fazer, e que assim escondia um pedaço fantástico e praticamente não conhecido por muito de nós de Cazuza
Encasquetei com aquilo, por identificação. Não que eu, coitada, seja tão grandiosa quanto o compositor, mas muitas das vezes desbroto com uma face chata, não interessante, e que nada sabe de muitas coisas que na realidade possui conhecimento, nem que seja pouco. Nós, eu e ele, temos medo do que achariam se conhecessemm a banda real do nosso interior, a parte que em determinados momentos quer aparecer, mas é interrompida por uma vergonha, medo, falta de coragem muito mais forte do que o próprio saber.
É mais fácil fazer com que gostem de ti, com esse lado não tão favorável, do que mostrar tudo que possui, e um dia, isto escorregar de suas mãos e os outros se decepcionarem contigo. Dá menos trabalho ser previsível, uma casca fina de coisas tolas, do que uma levemente mais grossa com aspectos interessantes.
Pois é meu caro Agenor de Miranda Araújo Neto, algo em comum contigo possuo, só me resta o resto.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Eurotrip
Anseio a hora de partir, desejo devorar cada espaço que encontrar, cada pessoa com quem conversar. Quero aquele mundo distante inteiro de história a me contar, sobre os outros mundos que lá passaram.
Mas tenho vontade também de voltar, e a saudade matar de todos aqueles que abandonara em minha partida. Anseio a partida, a estadia e ainda mais o retorno.
Mas tenho vontade também de voltar, e a saudade matar de todos aqueles que abandonara em minha partida. Anseio a partida, a estadia e ainda mais o retorno.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Sonhos
Ela me disse que o pesadelo fora antes de dormir, quando lágrimas escorriam ferozmente de seus olhos e não conseguia dar fim aquilo.
Ma enfim dormiu, e seu momento que calma situou-se ali, onde os problemas não existiam, e ela estava desligada do mundo real. Talvez não estivesse em mundo algum, somente dentro dela e inconsciente.
Ma enfim dormiu, e seu momento que calma situou-se ali, onde os problemas não existiam, e ela estava desligada do mundo real. Talvez não estivesse em mundo algum, somente dentro dela e inconsciente.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Rascunho oficial
Pego a folha em branco e começo a suja-la. Escrevo muito, faço parágrafos, uso vírgulas, pontos e linguagem coloquial. Leio as besteiras, risco, boto, escrevo de novo, corto. Leio me parece convincente com o que queria.
Olho para aquela bagunça que fiz no papel, e por incrível conhecidência está muito semelhante ao resto de furacão a qual minha cabeça encontra-se.
Todavia isso aqui dentro não posso passar a limpo, mudar, rescrever. Eu tenho que fazer acontecer com todos esses dados, sem ensaio. E há de ficar digno, afinal não tem próximo tema para melhorar.
Olho para aquela bagunça que fiz no papel, e por incrível conhecidência está muito semelhante ao resto de furacão a qual minha cabeça encontra-se.
Todavia isso aqui dentro não posso passar a limpo, mudar, rescrever. Eu tenho que fazer acontecer com todos esses dados, sem ensaio. E há de ficar digno, afinal não tem próximo tema para melhorar.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Pro blog
Temi algumas horas por sua perda. Mas é com imenso alívio no coração que volto a habitá-lo, afinal, ficaria tão vazio sem todas estas bobagens que o alimentam, não é mesmo?
Criança de rua sem circo n praça XV
"Criança malabarista de sinal
de bola de tênis amarela voando baixo
rolando longe no asfalto molhado
na poça vermelha do sinal fechado
Criança dessa tem o circo é dentro dela
é trapezista saltando no ar sem rede de proteção
é palhaço de si, rindo do que não há
fingindo ser ensaiada e puxada da cadeira que a derruba
a tinta na cara feito máscara que a torne personagem
e só assim capaz de aguentar esse número
Criança dessa é bailarina sem roupa nem sombrinha
se equilibrando descalça na linha fina demais da vida
o leão solto da jaula pronto para dar o bote
e ela mágico sem cartola de onde tira o truque derradeiro que a salve
Pula o leão, vai-se a criança engolida numa só bocada
De pé, o respeitável público aplaude e come amendoim"
Maria Rezende
de bola de tênis amarela voando baixo
rolando longe no asfalto molhado
na poça vermelha do sinal fechado
Criança dessa tem o circo é dentro dela
é trapezista saltando no ar sem rede de proteção
é palhaço de si, rindo do que não há
fingindo ser ensaiada e puxada da cadeira que a derruba
a tinta na cara feito máscara que a torne personagem
e só assim capaz de aguentar esse número
Criança dessa é bailarina sem roupa nem sombrinha
se equilibrando descalça na linha fina demais da vida
o leão solto da jaula pronto para dar o bote
e ela mágico sem cartola de onde tira o truque derradeiro que a salve
Pula o leão, vai-se a criança engolida numa só bocada
De pé, o respeitável público aplaude e come amendoim"
Maria Rezende
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Minha Casa
"Onde meu silêncio não vai ter eco
e o meu gemido não vai ter água
e a minha solidão vai ter que aprender a dançar"
Maria Rezende
e o meu gemido não vai ter água
e a minha solidão vai ter que aprender a dançar"
Maria Rezende
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Tem que ser de dentro
"Fora assim com as outras. Mas com você é diferente. Tudo muda ao seu lado" Ele disse isso a ela. "Eu sinto algo quando chego perto de ti, que nunca senti antes" Ela declarou isto a ele. "Eu não sou de confiar rápido nas pessoas, mas eu já confio em você" A amiga disse a outra.
Impressionante como o com você é diferente encontra-se tão banalizado. É preciso valorizar os realmente sinceros, os que são comprovados com os atos e não apenas com essas meras palavras ditas, hoje em dia, pela grande maioria.
Comprove que o seu é realmente sincero, e não compactue com esses outros que dizem tudo por dizer.
Impressionante como o com você é diferente encontra-se tão banalizado. É preciso valorizar os realmente sinceros, os que são comprovados com os atos e não apenas com essas meras palavras ditas, hoje em dia, pela grande maioria.
Comprove que o seu é realmente sincero, e não compactue com esses outros que dizem tudo por dizer.
terça-feira, 3 de maio de 2011
O que os outroa vão pensar?
Mas, pra ser franca, quando eu era pequena não tinha medo nenhum de bicho-papão,
mula-sem-cabeça ou de bruxa malvada. Quem me aterrorizava era outro tipo de monstro. Eles atacavam em bando. Chamavam-se Os Outros.
Nada podia ser mais danoso que Os Outros. As crianças acordavam de manhã já pensando neles. Quer dizer, as crianças não: as mamães. Era com os outros que elas nos ameaçavam caso não nos comportássemos direito. Se não estudássemos, Os Outros nos chamariam de burros. Se não fôssemos amigos de toda a classe, os Outros nos apelidariam de bicho-do-mato. Se não emprestássemos nossos brinquedos, Os Outros nunca mais brincariam conosco.
E o pior é que as mães não mantinham a lógica do seu pensamento. “Mas mãe, todo mundo dorme na casa dos amigos” “Eu lá quero saber dos Outros? Só me interessa você!” Era de pirar a cabeça de qualquer um. Não víamos a hora de crescer para nos vermos livres daquela perseguição.
Veio a adolescência, e que desespero: descobrimos que os Outros estavam mais fortes do que nunca, ávidos por liquidar com nossa reputação. “Você vai na festa com esta calça toda furada? O que Os Outros vão dizer?” “Filha minha não viaja sozinha com o namorado, não vou deixar que vire comentário na boca dos Outros”.
Não tinha escapatória: aos poucos fomos descobrindo que os outros habitavam o planeta inteiro, estavam de olho em todas as nossas ações, prontos para criticar nossas atitudes e ferrar com nossa felicidade.
Hoje eles já não nos assustam tanto. Passamos por poucas e boas e, no final das contas, a opinião deles não mudou o rumo a nossa história. Mas ninguém em sã consciência pode se considerar totalmente indiferente a eles. os outros ainda dizem horrores de nós. Ainda têm o poder de nos etiquetar, de nos estigmatizar. A gente bem que tenta não levá-los a sério, mas sempre que bate uma vontade de entregar os pontos ou de chorar no meio de uma discussão, pensamos: “Não vou dar este gostinho para Os Outros”.
Martha Medeiros
mula-sem-cabeça ou de bruxa malvada. Quem me aterrorizava era outro tipo de monstro. Eles atacavam em bando. Chamavam-se Os Outros.
Nada podia ser mais danoso que Os Outros. As crianças acordavam de manhã já pensando neles. Quer dizer, as crianças não: as mamães. Era com os outros que elas nos ameaçavam caso não nos comportássemos direito. Se não estudássemos, Os Outros nos chamariam de burros. Se não fôssemos amigos de toda a classe, os Outros nos apelidariam de bicho-do-mato. Se não emprestássemos nossos brinquedos, Os Outros nunca mais brincariam conosco.
E o pior é que as mães não mantinham a lógica do seu pensamento. “Mas mãe, todo mundo dorme na casa dos amigos” “Eu lá quero saber dos Outros? Só me interessa você!” Era de pirar a cabeça de qualquer um. Não víamos a hora de crescer para nos vermos livres daquela perseguição.
Veio a adolescência, e que desespero: descobrimos que os Outros estavam mais fortes do que nunca, ávidos por liquidar com nossa reputação. “Você vai na festa com esta calça toda furada? O que Os Outros vão dizer?” “Filha minha não viaja sozinha com o namorado, não vou deixar que vire comentário na boca dos Outros”.
Não tinha escapatória: aos poucos fomos descobrindo que os outros habitavam o planeta inteiro, estavam de olho em todas as nossas ações, prontos para criticar nossas atitudes e ferrar com nossa felicidade.
Hoje eles já não nos assustam tanto. Passamos por poucas e boas e, no final das contas, a opinião deles não mudou o rumo a nossa história. Mas ninguém em sã consciência pode se considerar totalmente indiferente a eles. os outros ainda dizem horrores de nós. Ainda têm o poder de nos etiquetar, de nos estigmatizar. A gente bem que tenta não levá-los a sério, mas sempre que bate uma vontade de entregar os pontos ou de chorar no meio de uma discussão, pensamos: “Não vou dar este gostinho para Os Outros”.
Martha Medeiros
Frases que não servem para nada
"Tem frases que não servem pra nada, são ditas só por dizer. Será que não servem pra nada mesmo? Na verdade, estas frases servem para disfarçar silêncios embaraçosos ou para demonstrar uma boa intenção. O título desta crônica deveria ser Frases que Não Servem para Quase Nada. Mas ia ficar muito grande.
Vamos a elas.
"Vai passar." Sua amiga está no fundo do poço, não consegue nem sair da cama de manhã, uma depressão que se instalou há meses e que ninguém consegue detectar a origem. Vai passar? Provavelmente, mas o fato de você dizer estas duas palavrinhas não muda nada. Sua presença ali, mesmo quietinha, ajuda muito mais.
"Desculpe qualquer coisa." Conheci uma senhora muito humilde que fazia serviços domésticos e que, todo dia, na hora de se despedir, pedia desculpas por alguma coisa que ninguém sabia o que era. Ela teria quebrado algum copo? Ela dissera alguma impropriedade? Nada, era uma profissional de primeira. Desconfio que ela se sentia um estorvo na família. Era uma espécie de constrangimento por existir. Uma vez, de brincadeira, ameacei-a com demissão se continuasse pedindo desculpas por nada. Na mesma hora ela me pediu desculpas por pedir tantas desculpas.
"A gente se fala." Vem engatado no tchau, é automático. A gente se fala um dia, a gente se fala no Natal, a gente se fala em outra encarnação. Nada pode ser mais abstrato.
"Eu não disse?" Você acaba de provar que tem vocação para vidente. Mas não espere agradecimentos, no máximo um sorriso amarelo. Geralmente este "eu não disse?" vem depois de uma previsão agourenta. "Você vai cair desta bicicleta." Tchibum!
"Você tem que reagir." Na verdade o que a gente deveria dizer mesmo é "procura outro emprego/sai deste casamento/pede ela em casamento/troca de médico/faz uma terapia/bota a boca nos jornais". Mas vá que o maluco siga mesmo nossos conselhos. Melhor não arriscar.
"Tira ela da cabeça." Moleza. Você namorou a mulher cinco anos, moraram juntos, fizeram planos, ela era tudo o que você nem se atrevia a sonhar, e um belo dia, puf. Acabou. Eu não disse? Não era pro seu bico. Mas vai passar. Você tem que reagir. Tira ela da cabeça. Vou indo, a gente se fala. E desculpa qualquer coisa."
Martha Medeiros
Vamos a elas.
"Vai passar." Sua amiga está no fundo do poço, não consegue nem sair da cama de manhã, uma depressão que se instalou há meses e que ninguém consegue detectar a origem. Vai passar? Provavelmente, mas o fato de você dizer estas duas palavrinhas não muda nada. Sua presença ali, mesmo quietinha, ajuda muito mais.
"Desculpe qualquer coisa." Conheci uma senhora muito humilde que fazia serviços domésticos e que, todo dia, na hora de se despedir, pedia desculpas por alguma coisa que ninguém sabia o que era. Ela teria quebrado algum copo? Ela dissera alguma impropriedade? Nada, era uma profissional de primeira. Desconfio que ela se sentia um estorvo na família. Era uma espécie de constrangimento por existir. Uma vez, de brincadeira, ameacei-a com demissão se continuasse pedindo desculpas por nada. Na mesma hora ela me pediu desculpas por pedir tantas desculpas.
"A gente se fala." Vem engatado no tchau, é automático. A gente se fala um dia, a gente se fala no Natal, a gente se fala em outra encarnação. Nada pode ser mais abstrato.
"Eu não disse?" Você acaba de provar que tem vocação para vidente. Mas não espere agradecimentos, no máximo um sorriso amarelo. Geralmente este "eu não disse?" vem depois de uma previsão agourenta. "Você vai cair desta bicicleta." Tchibum!
"Você tem que reagir." Na verdade o que a gente deveria dizer mesmo é "procura outro emprego/sai deste casamento/pede ela em casamento/troca de médico/faz uma terapia/bota a boca nos jornais". Mas vá que o maluco siga mesmo nossos conselhos. Melhor não arriscar.
"Tira ela da cabeça." Moleza. Você namorou a mulher cinco anos, moraram juntos, fizeram planos, ela era tudo o que você nem se atrevia a sonhar, e um belo dia, puf. Acabou. Eu não disse? Não era pro seu bico. Mas vai passar. Você tem que reagir. Tira ela da cabeça. Vou indo, a gente se fala. E desculpa qualquer coisa."
Martha Medeiros
Porque precisamos de alguém
"Pode acontecer a qualquer hora do dia, de qualquer dia. Numa sexta-feira às 17h20m de uma tarde nublada. Você decide que não quer mais fazer o que faz, que precisa trocar de profissão ou trocar de país mas lembra que pra isso precisa de uma grana que não tem, o sonho de repente fica distante mas a angústia segue brutal, e então a solução: o telefone. Você liga pra pessoa que mais conhece você, que melhor decifra suas neuroses, e não é sua mãe nem seu psiquiatra: é ele. Aquela pessoa a quem você chama intimamente de amor. Do outro lado da linha, o seu amor ouve pacientemente toda sua narrativa turbulenta e irracional, dá uma risada que não é de deboche e sim de quem já viu/ouviu essa cena duas mil vezes e diz: daqui a pouco eu tô aí e a gente conversa sobre isso. Daqui a pouco passa rápido e ele chega. Você não está mais pensando exatamente aquilo que estava pensando antes. Aquilo evoluiu para um diagnóstico emocional torturante: você não vai mais trocar de emprego nem de país, simplesmente porque descobriu que é uma pessoa instável, maluca e com fraquezas que se revelam no meio de uma tarde nublada, e que sendo assim é melhor ficar onde está. Mas chora. Não vai perder esta oportunidade. Seu amor lhe dá um abraço de urso, faz estalar sua terceira e quarta vértebras e fala que bom que você não vai embora, então que tal um cinema pra comemorar? Ao se olhar no espelho você se depara com uma mulher seis anos mais velha e 750ml de lágrimas mais inchada, mas antes que comece a chorar de novo, ele diz: tá linda. Vamos nessa. O filme termina e você quer conversar. Mais calma, conta pra ele como é difícil pra você manter suas escolhas, que às vezes você gostaria de experimentar sensações novas mas é complicado abrir mão do conhecido em favor do desconhecido e, olha, juro, dessa vez não é TPM. Então ele diz que também sente isso às vezes, dá um puta beijo nela e, olhando bem no seu olho, diz: é TPM, sim, mas não tem importância. Amor não é mais do que isso."
Martha Medeiros
Martha Medeiros
Escondido nas linhas
Escrevi.
Reescrevi.
Li.
Novamente.
Estava terrível. Não muito diferente deste.
Mas leia nas entrelinhas, que por trás das mesmas, há um tesouro, inventado por cada indivíduo que por aqui passar os olhos.
Reescrevi.
Li.
Novamente.
Estava terrível. Não muito diferente deste.
Mas leia nas entrelinhas, que por trás das mesmas, há um tesouro, inventado por cada indivíduo que por aqui passar os olhos.
domingo, 24 de abril de 2011
Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
Como tem tempo, não tem pressa…
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca…
Fernando Pessoa
Não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
Como tem tempo, não tem pressa…
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca…
Fernando Pessoa
Vicioso ciclo de meras palavras
Meus olhos vagueiam por suas palavras com imensa atenção, como se algo sagrado ali se encontrasse.
Inveja. Sim, inveja. Queria eu, ter essa habilidade formidável de transformar o nada em palavras preenchidas; e assim, o que era nada, torna-se tudo, ou quase, nestas mãos mágicas. Esse amontoado de letras entram em cada vazio existente no corpo de todos que a leem. Então, o que era vazio em nós, transbordou; e já está vazio novamente, esperando ser enchido.
E o ciclo é vicioso, tendo origem exclusivamente na ponta dos seus lápis.
Inveja. Sim, inveja. Queria eu, ter essa habilidade formidável de transformar o nada em palavras preenchidas; e assim, o que era nada, torna-se tudo, ou quase, nestas mãos mágicas. Esse amontoado de letras entram em cada vazio existente no corpo de todos que a leem. Então, o que era vazio em nós, transbordou; e já está vazio novamente, esperando ser enchido.
E o ciclo é vicioso, tendo origem exclusivamente na ponta dos seus lápis.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Bom conselho
"Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade"
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade"
quinta-feira, 7 de abril de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Coração leviano
Meu coração está apertado. Entulhado de medo, saudade, esperança, receio; Amor!
Mas ele se enche de carinho todos os dias, e desamassa os outros sentimentos que o habitam.
Todavia, a saudade começa a ocupar mais espaço que devia, e preciso de afeto dobrado, elogios em dobro.
E você, é o afeto vicioso do meu músculo de sentimento, que me dessufoca todos os dias.
Mas ele se enche de carinho todos os dias, e desamassa os outros sentimentos que o habitam.
Todavia, a saudade começa a ocupar mais espaço que devia, e preciso de afeto dobrado, elogios em dobro.
E você, é o afeto vicioso do meu músculo de sentimento, que me dessufoca todos os dias.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Amigos de sempre
A solidão de ser um, no meio da multidão; privilégio de poucos, carma de outros.
As lágrimas escorrem pela solidão de estar em casa, querendo estar em algum lugar. Sozinha ou acompanhado, no escuro ou no claro, só não estar no pesadelo dos carentes, nesta ambiente fúnebre e inteligente.
Olho...encontro companhias. São eles, enfileirados, numa irmandade quase invejável, observando-me e abrindo seu mundo para me acolher.
Refugiei-me no lar dos sozinhos mesmo, dentro do mundo que não era esse lugar, sem falar dos universos distintos. Estava em Genebra, Amsterdã, Nigéria. Habitava todos os lugares, sem sair do meu de origem.
Obrigada pelos braços abertos!
As lágrimas escorrem pela solidão de estar em casa, querendo estar em algum lugar. Sozinha ou acompanhado, no escuro ou no claro, só não estar no pesadelo dos carentes, nesta ambiente fúnebre e inteligente.
Olho...encontro companhias. São eles, enfileirados, numa irmandade quase invejável, observando-me e abrindo seu mundo para me acolher.
Refugiei-me no lar dos sozinhos mesmo, dentro do mundo que não era esse lugar, sem falar dos universos distintos. Estava em Genebra, Amsterdã, Nigéria. Habitava todos os lugares, sem sair do meu de origem.
Obrigada pelos braços abertos!
sexta-feira, 11 de março de 2011
Pequeno
"Eu quis querer o que o vento não leva
Prá que o vento só levasse o que eu não quero
Eu quis amar o que o tempo não muda
Prá que quem eu amo não mudasse nunca
Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos
Bem devagar, ponderado
Perfeitamente equilibrado
Até que num dia qualquer
Eu vi que alguma coisa mudara
Trocaram os nomes das ruas
E as pessoas tinham outras caras
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa"
Prá que o vento só levasse o que eu não quero
Eu quis amar o que o tempo não muda
Prá que quem eu amo não mudasse nunca
Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos
Bem devagar, ponderado
Perfeitamente equilibrado
Até que num dia qualquer
Eu vi que alguma coisa mudara
Trocaram os nomes das ruas
E as pessoas tinham outras caras
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa"
oh, o que fazes
Como um pássaro sem árvore para viver, habitando o fio de um poste urbano. Assim que me sinto, fora do meu habita.
Por que? Afinal, não cortaram minha árvore.
É, acho que é apenas o tédio!
Por que? Afinal, não cortaram minha árvore.
É, acho que é apenas o tédio!
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Ofegante epidemia
O corpo está cansado, pede arrego;
mas sossego é o que a mente não quer.
Está toda prosa, cheia de alegria
sem problemas pra cuidar.
Mas uma hora o encanto acaba
tudo volta pro seu lugar.
É aí que os problemas ficam no foco
e o carnaval tem que voltar.
mas sossego é o que a mente não quer.
Está toda prosa, cheia de alegria
sem problemas pra cuidar.
Mas uma hora o encanto acaba
tudo volta pro seu lugar.
É aí que os problemas ficam no foco
e o carnaval tem que voltar.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Seção Martha
"Clarice Lispector e Fernando Sabino foram amigos íntimos e trocaram muitas cartas no início da carreira literária de ambos. Em uma dessas cartas, enviada de Berna, onde morava, Clarice escreveu para Sabino: "Falta demônio nessa cidade".
Falta demônio em toda a Suiça. Falta demônio em muitos lugares. Não falta no Brasil, e talvez seja esta a explicação para o encantamento que o país provoca em estrangeiros e nativos: é o feitiço da irreverência.
Os Beatles tinham um demônio parcimonioso quando cantavam she loves you, yeah, yeah, yeah, tornando-se mais famosos que Jesus Cristo. Só deixaram o demônio tomar conta em discos como Sargent Pepper's, Álbum Branco e Abbey Road, numa época em que Mick Jagger julgava-se o único representante de Lúcifer na terra. Há demônio no rock, em todas as bandas.
Há demônio no vinho, falta no clericot. Há demônio no jeans, falta no linho. Há demônio nas fotos em preto-e-branco.
Há demônio no cinema, não há na televisão. Há demônio em livros, não há em revistas. Há demônio em Picasso, Almodóvar, Wagner, Janis Joplin. Há demônio na chuva mais do que no sol, há demônio no humor e na ironia, nenhum demônio no pastelão.
Não há demônio em bichos e crianças. Volto atrás sobre as crianças. Em algumas há, mas somente nas muito especiais. As outras pensam que são espertas, mas são apenas mal-educadas.
Na poesia há sempre demônio. Na boa poesia, na poesia marginal, na poesia de amor. Paixão é quando o demônio está nu. Sexo com quem se ama é muito mais satânico, não precisa ser um amor pra sempre, pode ser um amor de repente, qualquer amor inferniza.
Coca-cola tem mais demônio que guaraná. A inteligência tem mais demônio que a simpatia. A vida tem mais demônio que a morte. Filosofia, psicanálise, beijo, aventura, silêncio. Um minuto de silêncio. O pensamento é o demo.
O Oriente tem. Manhattan tem. Berna não tem, como tudo que é neutro."
Falta demônio em toda a Suiça. Falta demônio em muitos lugares. Não falta no Brasil, e talvez seja esta a explicação para o encantamento que o país provoca em estrangeiros e nativos: é o feitiço da irreverência.
Os Beatles tinham um demônio parcimonioso quando cantavam she loves you, yeah, yeah, yeah, tornando-se mais famosos que Jesus Cristo. Só deixaram o demônio tomar conta em discos como Sargent Pepper's, Álbum Branco e Abbey Road, numa época em que Mick Jagger julgava-se o único representante de Lúcifer na terra. Há demônio no rock, em todas as bandas.
Há demônio no vinho, falta no clericot. Há demônio no jeans, falta no linho. Há demônio nas fotos em preto-e-branco.
Há demônio no cinema, não há na televisão. Há demônio em livros, não há em revistas. Há demônio em Picasso, Almodóvar, Wagner, Janis Joplin. Há demônio na chuva mais do que no sol, há demônio no humor e na ironia, nenhum demônio no pastelão.
Não há demônio em bichos e crianças. Volto atrás sobre as crianças. Em algumas há, mas somente nas muito especiais. As outras pensam que são espertas, mas são apenas mal-educadas.
Na poesia há sempre demônio. Na boa poesia, na poesia marginal, na poesia de amor. Paixão é quando o demônio está nu. Sexo com quem se ama é muito mais satânico, não precisa ser um amor pra sempre, pode ser um amor de repente, qualquer amor inferniza.
Coca-cola tem mais demônio que guaraná. A inteligência tem mais demônio que a simpatia. A vida tem mais demônio que a morte. Filosofia, psicanálise, beijo, aventura, silêncio. Um minuto de silêncio. O pensamento é o demo.
O Oriente tem. Manhattan tem. Berna não tem, como tudo que é neutro."
Seção Martha
"Já tive torres internas que foram ao chão.Torres altas demais para mim, torres que nem chegaram a ficar concluídas
(as de dentro nunca se concluem), torres que me exigiram esforço e que me deram prazer,até que alguém, com uma frase, ou com um gesto, as fez virem abaixo. Tinha gente dentro, tinha eu."
(as de dentro nunca se concluem), torres que me exigiram esforço e que me deram prazer,até que alguém, com uma frase, ou com um gesto, as fez virem abaixo. Tinha gente dentro, tinha eu."
Seção Martha
"Eu nÃo fascinante envelhecer e nem tenho pretensão de um dia ser assim tão poderosa. Mas celebro porque é de liberdade que se trata, porque é isso que a gente persegue e porque é muito prazeroso testemunhar, rir e aplaudir a galhofa, aplaudir o descompromisso, aplaudir os desacorrentados."
Seção Martha
"Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe em nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita."
domingo, 20 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
fins nao sao bons
Ta, e por que cargas dagua eu acho tao dificil terminar um texto?
As vezes acho ele bom, mas o final sempre estraga.
As vezes acho ele bom, mas o final sempre estraga.
Antes de
A noite, antes de dormir, a escuridão invade minha cabeça, e tudo aquilo do que fugi o dia todo repentinamente surge. E dali resta-me apenas o sono profundo, quase eterno.
E de repente eu saio de minha outra orbita para habitar novamente esse espaço. Porem, as ideias negativas so irao me atormentar quando novamente estiver prestes a entrar no mundo dos sonhos!
E de repente eu saio de minha outra orbita para habitar novamente esse espaço. Porem, as ideias negativas so irao me atormentar quando novamente estiver prestes a entrar no mundo dos sonhos!
domingo, 13 de fevereiro de 2011
issotaumamerda
Eu desejo demais, eu amor demais, eu quero muito.
Ás vezes tenho medo de não alcançar meus objetivos e de cair no topo da montanha. Me aflige pensar que existe a possibilidade de eu não ser quem desejo na vida e que isso tudo concentra-se nas minhas mãos.
Você colhe o que plantas. E se tiver sido a semente errada? Vai faze-la morrer e plantar a correta novamente.
E assim se segue, sem deixar que o medo prevaleça, ultrpassando todos os obstaculos e barreiras.
Ás vezes tenho medo de não alcançar meus objetivos e de cair no topo da montanha. Me aflige pensar que existe a possibilidade de eu não ser quem desejo na vida e que isso tudo concentra-se nas minhas mãos.
Você colhe o que plantas. E se tiver sido a semente errada? Vai faze-la morrer e plantar a correta novamente.
E assim se segue, sem deixar que o medo prevaleça, ultrpassando todos os obstaculos e barreiras.
Sou sua sabiá
"é só ter a alma de ouvir e o coração de escutar, escute a voz de quem ama ela chega ai"
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
meras palavras
Talvez à noite
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra
Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar
Fundo
O coração do pensamento, palavra
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra
Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar
Fundo
O coração do pensamento, palavra
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Nana
Fitou-me com aquele olhar, o qual conheço como ninguém, e veio ate mim, sabendo do mesmo modo o que os meus traspareciam. Ela, sabe entender estas bolas castanhas.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Ah!
"Aceito flores, beijos e anéis a contragosto e em ultimo caso, motéis, mas nao me venha com suite que romantismo tem limite"
Olhos vitoriosos
Ele estava sentado perto, um virar de minha cabeça deixava-me de frente a ele. Branco, com uma camisa cor de gato do dia das bruxas, com seus botões alcançando o pescoço.
Sua simpatia tomou-me o peito de uma forma tranquila e sensata.
Vitor era seu nome. O mais fofo de toda a turma.
Sua simpatia tomou-me o peito de uma forma tranquila e sensata.
Vitor era seu nome. O mais fofo de toda a turma.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
MM
Eu percebi, que ela, nada mais era, do que uma mulher, que se diferencia pelo fato que expor seus pensamentos e atitudes. Mas esta ultima, todas as mulheres carregam consigo.
Conclui que era uma gaúcha. Mas a melhor de todas.
Conclui que era uma gaúcha. Mas a melhor de todas.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Energia que vem
Eu quero explodir em emoção, do mesmo modo que o mar que transborda de seu eixo quando a onda se desfaz. Quero transbordar em coisas boas.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Ainda nao tenho saudade do amor maior
"Talvez me abuse um pouco das reminiscências osculares, mas saudade é isso mesmo é o passar e o repassar das memórias antigas."
Padre Futuro
"Não soltamos as mãos, nem elas se deixaram cair de cansadas ou de esquecidas. Os olhos fitavam-se e desfitavam-se, e depois de vagarem ao perto, tornavam a meter-se uns pelos outros... Padre futuro, estava assim diante dela como de um altar, sendo uma das faces a Epístola e a outra o Evangelho. A boca podia ser o cálix, os lábios a patena. Faltava dizer a missa nova, por um latim que ninguém aprende e é a língua.católica dos homens. Não me tenhas por sacrilégio, leitora minha devota a limpeza da intenção lava o que puder haver menos curial no estilo. Estávamos ali com o céu em nossas mãos, unindo os nervos, faziam das duas criaturas uma só, mm uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham... "
Rio
Oh, fez-me falta imensa todos estes dias que não lhe visitei. Cá estou eu, novamente, para publicar todas as minhocas que em minha mente encontram-se.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Pobres ricas
Questiono-me se fiz o que podia. E chego a conclusão de que as pessoas precisavam que eu tivesse feito mais.
Mistério
"Que independente disso
Eu não passo de um malandro,
De um moleque do brasil
Que peço e dou esmolas,
Mas ando e penso sempre com mais de um,
Por isso ninguém vê minha sacola"
Eu não passo de um malandro,
De um moleque do brasil
Que peço e dou esmolas,
Mas ando e penso sempre com mais de um,
Por isso ninguém vê minha sacola"
Voltas
"Eu não pretendo dizer a ninguém
se eu serei para sempre assim
se pela volta que o mundo dá
ou se pela morte que tem que chegar
coragem só falta, pra quem nunca tem
Na verdade só sabe quem é de ninguém
De mim só eu sei, basta e não quero que ninguém me diga nada, me ensine nada não, me diga nada, me ensine nada
Não tenho medo de dar o passo que der eu sei a minha razão está em mim"
se eu serei para sempre assim
se pela volta que o mundo dá
ou se pela morte que tem que chegar
coragem só falta, pra quem nunca tem
Na verdade só sabe quem é de ninguém
De mim só eu sei, basta e não quero que ninguém me diga nada, me ensine nada não, me diga nada, me ensine nada
Não tenho medo de dar o passo que der eu sei a minha razão está em mim"
Rio sob água
Imaginem vocês deitarem a cabeça em um travesseiro o qual não é o da sua casa, em um colchão com uma pequena espessura, olhar ao seu redor e ver pessoas as quais estão no mesmo sufoco que você.
Deitar a cabeça no chão e sentir o desespero de um homeless correr pelas suas veias. As lágrimas não param de descer e o medo de não encontrar outro lar sufoca-te.
É um pouco assim que milhares de pessoas encontram-se neste momento. Sem teto, sem algo realmente seu, vivendo de doações. A sorte é que neste miserável mundo ainda restaram pessoas que preocupam com as outras e ajudam. Porque se fosse feito de Bush's, estaríamos todos fritos.
Deitar a cabeça no chão e sentir o desespero de um homeless correr pelas suas veias. As lágrimas não param de descer e o medo de não encontrar outro lar sufoca-te.
É um pouco assim que milhares de pessoas encontram-se neste momento. Sem teto, sem algo realmente seu, vivendo de doações. A sorte é que neste miserável mundo ainda restaram pessoas que preocupam com as outras e ajudam. Porque se fosse feito de Bush's, estaríamos todos fritos.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Sabe bem.
Ele entrou na minha vida como um monstro que machuca alguém e deixa cicatrizes. Longas e grossas cicatrizes.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Bus de 12h
Finalmente fugindo. Partindo para bem longe, onde ninguém vai me alcançar. Indo embora. Mas infelizmente, para voltar!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Amar: verbo intrasitivo
Todos amam e deixam de amar. Todos já amaram e alguma hora não foram correspondidos. Todos já não amaram quem já te amou.
Mas existem aqueles casos graves de quem já deixou de amar a si.
Mas existem aqueles casos graves de quem já deixou de amar a si.
Crazy people
Estou apenas doente. Doente por dentro. Eu não sinto vontade de sair nem de dançar. Não sinto vontade de comer, e tudo para mim é insosso. Não sinto vontade de estar com ninguém nem de ninguém.
Choro. Sinto vontade de chorar. Então choro mais. Talvez sem nenhum propósito certo, talvez por causa de outras doenças que existem dentro de mim. Sou feita de carne, osso e doenças mentais. Sou uma verdadeira insana.
Por isso vivo sozinha. É, as coisas até que se encaixam ás vezes.
Choro. Sinto vontade de chorar. Então choro mais. Talvez sem nenhum propósito certo, talvez por causa de outras doenças que existem dentro de mim. Sou feita de carne, osso e doenças mentais. Sou uma verdadeira insana.
Por isso vivo sozinha. É, as coisas até que se encaixam ás vezes.
fogos encantados
Os fogos explodiam no céu, caindo como pó mágico em cada cabeça que havia ali. Ele traria alegria, amor, dinheiro, companheiros, amizades, notas boas, festas... Tudo que desejasse.
E assistindo ao encanto, o casal ali situava-se, desejando que toda aquela magia caísse sobre suas cabeças. Milhares de pessoas em volta para o reveillon mais famoso do Brasil, mas para ambos, existia apenas os dois naquele momento. Sem barulho, discussão, bebida, musica. Eles. Apenas.
É bom começar o ano com uma pitada de magia, pois se for deixar tudo somente em nossas mãos, as coisas irão escorregar e perder-se na imensidão do planeta.
E creio que o casal começou bem, com bastante ajuda de outros mundos!
E assistindo ao encanto, o casal ali situava-se, desejando que toda aquela magia caísse sobre suas cabeças. Milhares de pessoas em volta para o reveillon mais famoso do Brasil, mas para ambos, existia apenas os dois naquele momento. Sem barulho, discussão, bebida, musica. Eles. Apenas.
É bom começar o ano com uma pitada de magia, pois se for deixar tudo somente em nossas mãos, as coisas irão escorregar e perder-se na imensidão do planeta.
E creio que o casal começou bem, com bastante ajuda de outros mundos!
domingo, 2 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
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Num segundo, tudo havia acabado. No outro seguinte, outro ciclo recomeça, e é como se nossas forças voltassem para nós para pudéssemos enfrentar novamente mais um ano. Agora diferente, o ano de 2011
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